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A série B exige mais amor

Há semanas atrás eu ainda me encontrava em um estado de esperança irremediável. Os dias iam passando lentamente e algo em mim enfraquecia. Não sabia discernir crença de realidade e acabei enfrentando o duro pensamento de que dessa vez não haveria escapatória. Depois do acidente com a Chapecoense, não pensei mais. Inclusive achei que nem haveria última rodada, o que eu não me importaria se acontecesse. Eu já aceitava o destino.

Não odeiem o Internacional

Sou torcedora do Internacional. Daquelas que amam o escudo e tem muito orgulho em defendê-lo. Sou daqueles torcedores apaixonados, que vivem intensamente o dia a dia do clube. 
Este ano o Inter foi reduzido a pó, graças a aqueles que comandam o clube disfarçados de torcedores apaixonados. Eles quebraram o Inter, mancharam nossa história, não cansaram de dar vexame e diante do episódio mais trágico da história do futebol brasileiro, deram mais um. Foram insensíveis, desumanos. Eles, dirigentes. Nós torcedores não.

Transformaram o Inter em uma máquina de nos decepcionar

Meus leitores são taxativos quanto a meus sumiços. Após a derrocada na Copa do Brasil, fui cobrada por não ter escrito uma frase sequer sobre o assunto, nem mesmo no twitter. A verdade é que foi difícil engolir mais um fracasso declarado. As palavras fugiram de mim e impossibilitaram minhas conclusões. Foram longos dias remoendo a situação trágica a que fomos apresentados, mas me recuperei, já que entendo que o futebol nos destrói se o deixarmos assim fazer.

Você conhece a torcida que ganha jogo?

São em momentos como este em que nós refletimos sobre a importância das torcidas em clubes de futebol. Elas são o pilar, o motivo, a razão, a circunstância, o que faz o futebol ser do tamanho que é. Algumas são maiores que outras, mais bonitas que outras, mas todas têm sua tradição e sua característica. Mas, você conhece a torcida que ganha jogo?

Teu povo não vai te deixar cair

O aplicativo do celular notificou o gol, mas o delay da TV adiou minha comemoração. Depois de exatos 60 segundos pude sentir. E senti em dobro. Vitinho libertou o grito de gol entalado em minha garganta, resgatou a emoção perdida durante a temporada, soltou as lágrimas de alívio e inundou meu coração de alegria. Enquanto a torcida cantava no Beira-rio, eu aqui de Minas repetia baixinho: "o Inter não vai cair, o Inter não vai cair".

"35, acabou, não tem mais jogo"

Um time que entra em campo para perder é um time sem esperança, sem objetivo, que segue o lema "dos males, o menor". No caso do Inter, o menor mal é ser eliminado da Copa do Brasil - sua verdadeira batalha está em escapar do rebaixamento. Mas porque não usar a competição de mata a mata para aumentar o ânimo do elenco ou dar sequência para o time titular?

Interferência, já!

No último post, afirmei que o Inter teria que jogar muito futebol para tirar um pontinho do Atlético-MG, aqui em Minas. Perdemos, mas surpreendentemente sem sermos humilhados. O Inter se entregou, lutou a cada disputa de bola e não se abateu mesmo com a iminente derrota. Poderíamos ter buscado o empate, mas Roth preferiu perder. 

Classificado para sofrer

O Inter não entrou em campo para jogar futebol. Engana-se quem pensou que veria uma mudança de postura no time ou uma classificação vigorosa para a próxima fase da Copa do Brasil. A partida contra o Fortaleza foi em águas mornas, administrando um resultado que não vai manter o time na disputa por muito tempo. 

Os equívocos de Juarez

Essa sensação, torcedor, é comum entre aqueles que sabem separar o real do imaginário. É aquela sensação de conformismo que nos vai dominando, consequente de uma derrota improvável que nos afundou em uma situação que vai conhecendo sua decadência rodada após rodada. Não é uma questão de desistir de amar ou abandonar o clube. É uma hora de admitir que, se antes era pouco provável que o Inter perdesse para o América-MG, agora a realidade nos faz imaginar jogar com equipes deste nível durante uma temporada inteira.

O Inter não merece a torcida que tem

Em finais de jogo como este, percebo que o Inter não pode ser ajudado, quando o mesmo não consegue se ajudar. É vergonhoso. O contraste proporcionado pela torcida cantando durante 90 minutos e a atuação dos jogadores em campo me faz concluir que o Inter não merece a torcida que tem. É um time que merece ser rebaixado, com ressalvas. Mas a torcida? Ah! A torcida não merece ir para a série b.

Renascimento

Vocês vão concordar que 84 dias sem vencer no campeonato brasileiro nos colocou em uma posição que sabemos bem que não nos pertence. Fomos expostos, durante 14 rodadas, ao desânimo, à descrença e à decepção - tudo isso porque não conquistávamos 3 míseros pontos e não subíamos na tabela. Foram incontáveis empates até a noite desta quinta, onde o Inter ressurgiu ao lado de sua torcida e provou porque não vai cair para a série B.

Triunfo imprescindível

Você sente neste momento, torcedor colorado, o sabor inconfundível de uma vitória, banhada pelo conhecimento da torcida. Aquele conhecimento que você adquire com o passar do tempo, conhecimento este que treinadores duvidam e rejeitam. Nesta quarta-feira, o Inter venceu porque a torcida e a imprensa pressionaram Celso Roth a acertar.

Derrota da retranca

Provavelmente você, torcedor colorado, passou pela mesma aflição que eu neste jogo contra o Sport. Uma sensação que, inclusive, tem se tornado rotina quando o assunto é Internacional. Percebo cada vez mais que no futebol, o resultado é uma consequência de escolhas bem ou mal feitas. Neste caso, obviamente, a escolha tem sido errada desde o início da temporada, mas que hoje, em especial, resultou no mais claro temor da torcida: a zona de rebaixamento.

Há uma luz no fim do túnel

São 13 jogos. 13 partidas em que o Inter não conhece o sabor de uma vitória ou o sentimento de ganhar três pontos e subir na tabela. Há poucos meses, o Inter era favorito para conquistar a competição e agora briga para não entrar na zona do rebaixamento. Mais uma vez, a torcida esteve presente, assim como o empate. Mas há uma luz no fim do túnel.

Incompetência anunciada

Finalmente a ilusão de que o Inter seria campeão passou. Estava difícil explicar para os colorados que com o nosso elenco, com o nosso treinador e com o nosso "futebol" jamais seríamos campeões de coisa alguma, mesmo que a posição na tabela fosse favorável. A prova disso veio rodadas depois em que o Inter começou a dar vexames anunciando que a sorte tinha acabado.

Voltando à realidade

Meu último texto, de três semanas atrás, demonstrava meu (desaparecido) otimismo após a partida contra o Atlético-MG, em que o Inter convenceu a todos torcedores e jornalistas de que poderia sim ser campeão. Intitulado de "Assim se faz um campeão", o texto inocente de uma torcedora apaixonada dá lugar à realidade em que fomos inseridos nos últimos jogos. Meu otimismo não passou de alegria após um jogo atípico, como todos os anteriores.

Assim se faz um campeão

Enquanto os cantos da torcida ecoavam no Beira-Rio, o Inter finalmente me convencia em campo. No gol do adversário, Vitor, o célebre goleiro que participa de nossa história como símbolo de tantas alegrias. Em um dia onde o co-irmão comemora 15 anos sem títulos, em que Rodrigo Dourado e Rafael Sóbis assopram velinhas, aqui estou eu finalmente contente com uma vitória do Inter e a liderança do Brasileirão.

A história do Inter se engrandece em Fernandão

Bastaram cinco segundos para o nosso mundo desabar. É como se o nosso interior ficasse um pouco mais vazio a cada minuto que se passava e encontrar amparo foi uma tarefa bem difícil. Foi como se a história ganhasse um peso a mais. O que conforta é pensar que a história é eterna, embora nós não sejamos.

O Inter duvidoso de Argel

O Inter surpreendeu a todos neste começo de brasileirão. O time extremamente desorganizado de Argel venceu três partidas seguidas e é vice-líder do campeonato. Mesmo com a lateral deficiente, o meio de campo inexistente e o ataque que corre aos trancos e barrancos, temos 10 pontos em quatro partidas. Tudo isso esboça uma esperança no torcedor que me deixa em um estado de preocupação fora do normal, afinal, o que esperar do Inter?

A dança da supremacia

Em uma semana onde a fé se mostra forte perante nosso rival, a taça segue nossa história. Do lado de lá, o ego se mantém como muralhas para proteção dos que não possuem argumento. É belo ver como eles sobrevivem diante de tantas quedas. Mas o que é se reerguer sem ter onde se apoiar?

Encaminhado

Não sei se é por ausência do principal clássico do país na final do campeonato, se é porque o título do estadual é o único que temos ganhado nos últimos anos ou se é porque o treinador do Inter ainda é o Argel - não consigo mais dar importância ao Gauchão. Inclusive, o estadual aparece como a coisa menos importante, afinal, só serve para confirmar uma hegemonia que todos sabem que nós temos. Mas título é título, como diz a maioria.

Ilusão

Há um grande número de torcedores colorados que não percebem a real situação em que o Inter se encontra. Avaliar jogos de estadual como se fossem padrão para alguma competição beira à loucura. Ultimamente tenho estado ausente, mas hoje resolvi comentar aquilo que tenho acompanhado nos últimos meses.

Escandalosamente terrível

Entre um bocejo e outro, entre uma piscada e outra, e entre um cansaço desmedido de ver o Inter jogar sempre do mesmo jeito, me perguntei: afinal, por que ainda torço pra esse time ganhar? Hoje, pela primeira vez, quis que o Lejeadense marcasse ao menos um gol para que o Inter saísse derrotado e a direção acordasse de vez. Mas ficamos no empate - o que pra eles demonstra que está tudo certo.

De sonhos em sonhos

As dores nas costas eram incontáveis e a ansiedade atrapalhava o sono a se instalar. Quatro da madrugada do dia 12 eu estava em São Paulo para, enfim, realizar um sonho de adolescente – assistir a um show do rapper Eminem. Viagem de mais de oito horas de Belo Horizonte até a capital paulista sentada em um nada confortável banco de uma van.

Fé no sangue novo

Um time veloz, com mais vigor físico e com o carimbo do celeiro de ases – estas são as características do atual elenco do Inter. A média de idade do grupo despencou desde a saída de D’alessandro e hoje chega aos 24 anos. Cito aqui motivos que me fazem acreditar nos garotos que hoje somam seus talentos para suprir a falta do argentino camisa 10.

Um treinador insuficiente

“Um treinador de frases fortes, objetivo, sem meias palavras. Assim se mostrou Argel, o novo técnico do Inter na apresentação no centro de imprensa do Beira-Rio. E dentro destas características, a promessa de que o time irá mudar. Segundo Argel, o brio, a virilidade, a vontade de vencer voltará ao Beira-Rio.” – Zero Hora, 14 de agosto de 2015. 


Carta à D'alessandro

Hoje o Rio Grande acordou mais triste. O sol nem chegou a brilhar muito. Aqui em Minas, o sentimento foi o mesmo para mim. Foi uma manhã conturbada. Quem veste vermelho só conseguiu acreditar quando você, enfim, disse que era verdade – aos prantos. E aos prantos estou escrevendo essas palavras com um aperto no coração que só em sete anos e meio de conversa a gente poderia explicar.

Mais do mesmo

Depois de férias merecidas, após as dores de cabeça fortíssimas que tive depois das atuações do Inter em 2015, volto a escrever sobre o colorado. Não que tudo tenha mudado ou que haja mais otimismo de minha parte escrever sobre um time comandado por Argel, mas é que apesar de tudo, é o Inter.