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Acomodação não combina com Libertadores

Antes que alguns colorados clubistas ao extremo me xinguem nos comentários falando que sou corneteira, já começo me defendendo - se você gostou da atuação do Inter a partir dos 30' do 1º tempo do jogo de hoje, pare de ler por aqui. Caso contrário, continue. 
Eu acreditava que não existia um time que não queria estar na Libertadores, mas depois que o juiz apitou o final da partida contra o Fluminense, passei a crer que o Inter não quer. Nunca que vi um time fazer tanto para não disputar a maior competição do continente.

Missão cumprida

O Grêmio entrou como favorito no Grenal 408 devido às atuações no campeonato, rendimento em campo e pontos à frente do Internacional, mas foi surpreendido pela vontade do time colorado em vencer e provar que está vivo na disputa pela vaga direta para a Libertadores. A vitória tem o rosto da velocidade de Vitinho e a presença de D'alessandro, além do impulso da torcida colorada em apoiar a equipe na reta final do brasileirão.

O que precisa mudar no Inter

Voltar a escrever sobre o Inter depois de longas semanas assistindo à realização das minhas previsões tem um gosto singular. Ainda me impressiona a força de alguns colorados que insistem na visão de que o time é forte, de que o treinador é bom e que está tudo sob controle na direção do clube, afinal, estamos brigando por uma vaga no G4. E eu, mais uma vez, vou explicar porquê isso não é animador para mim.

O Inter está sendo menos do que pode ser

Sob os olhares críticos de D'alessandro direto das cabines, o Inter recebeu o Palmeiras no Beira-Rio com muita cordialidade - 3 volantes, Ernando improvisado novamente na lateral e seu maestro apenas assistindo ao jogo, assim como a torcida. Mesmo com o retrospecto positivo em casa, com nove jogos sem derrota no Gigante, o colorado não conseguiu impor seu estilo de jogo, me fazendo crer que esta não era mesmo a intenção de Argel. Logo nos primeiros minutos pudemos ver que seu objetivo era chamar o Palmeiras para seu campo de defesa e sair no contra ataque - atitude pequena para quem almeja o título.

A torcida colorada é um jogador a mais

Depois da eliminação colorada na Libertadores, a demissão contestada (inclusive por mim) de Aguirre e a eclosão de uma crise presenteada pelo nosso próprio presidente, o Inter demonstra pouco almejar no Brasileirão e aposta todas suas fichas na Copa do Brasil. O jogo entre Inter x Palmeiras dessa quarta-feira foi a prévia do que podemos esperar no confronto mata-mata entre os dois, salientando sempre a diferença das competições e seus objetivos. O retrospecto de Argel no Beira-Rio é promissor e conta com um agente essencial para a vitória em solo gaúcho - a torcida colorada como um jogador a mais.

Rodízio de técnicos

Demitir técnicos é um dos maus costumes do futebol brasileiro. Acontece com os feras, com os medianos e ainda mais com os fracos. Mas a dança das cadeiras a que os profissionais são submetidos beira o despreparo e expõe a falta de planejamento dos chamados homens fortes do futebol. A culpa da derrota, da eliminação e do fiasco são sempre dos técnicos, sendo eles estrangeiros ou não. O peso da culpa dobra quando colocada nos ombros de um estrangeiro e a demissão da vez chegou para Diego Aguirre.

Merecimento

De acordo com o dicionário, merecimento quer dizer "aquilo que torna alguém ou algo digno ou passível de receber prêmio ou castigo". Esse significado faz a gente refletir no que merecemos ler, ouvir e ver. Faz toda a diferença quando entendemos o significado das coisas e quando admitimos nossos erros e nossa insuficiência.

Vitória com sabor de derrota

Por 15 minutos pudemos matar a saudade do verdadeiro clima da Libertadores - aquele que arrepia, entusiasma e causa pequenos ataques do coração. Com dois gols a nosso favor em apenas dez minutos, minha cabeça logo tratou de começar a escrever o texto que faria o Inter renascer das cinzas do brasileirão. Mas como o futebol tende a uma frustação enigmática, aqui estou para contar o que deu de errado para que uma grande vantagem se tornasse quase invisível.

Olho de Tigre

A cultura a respeito de técnicos no Brasil é de colocar qualquer um de cabelo em pé. Perde ali, aqui e pronto, já pode demitir. É difícil colocar na cabeça dos torcedores que seis meses de trabalho ainda que pareça muito, não é. Na noite dessa quarta-feira o Inter perdeu de forma justa e os gritos dos torcedores de momento já ecoaram pelas redes sociais: "demite!". Ah sim, isso resolve tudo.

"Meu amor pelo Grêmio acabou", afirma ex-torcedora tricolor

Nicolle diz que agora torce para o Internacional e afirma ser fã de Fernandão

Por: Jéssica Loures São João del-Rei, Minas Gerais
Mudar de time foi algo presenciado por muitos torcedores gremistas e colorados nas décadas de 80 e 90 onde o Inter vivia uma fase muito ruim no futebol. A pressão pela perda dos jogos e eliminações constantes foram os principais motivos. Hoje isso já não é tão comum, mas com o jejum de títulos do Grêmio, que perdura há mais de 10 anos, a história acabou se repetindo.

Santa seja a nossa Fé

Não ouse duvidar do Internacional. Não ousem pensar em facilidade ou dificuldade em demasia. Dentro do Beira-Rio o que escuto são preces por desafios. Somos, inevitavelmente, guerreiros permanentes. A luta sem sofrimento não é válida por aqui - o que a gente colhe é emoção sem descrição.

Não temas demais

Entre um jogo de futebol e outro a gente sempre escuta que quem entra em campo com a intenção de apenas se proteger, se arrepende. Ainda mais quando existem duas barreiras - o adversário e a altitude da Colômbia. Jogar apenas no erro do outro é pouco para libertadores.

Carta ao atleticano

Não pensem que o Inter jogou ontem com 11 homens em campo. É errôneo pensar que somente eles cumprem uma grande tarefa como essa. Temos 11 lutando no gramado, milhares e milhares apoiando ao redor, um Deus que nos abençoa com vontade e um grande amigo que se foi, mas nos rege lá de cima. É muito a nosso favor para desperdiçarmos. 

O Gigante te espera

A voz rouca, ironicamente, diz tudo. Foram muitos gritos durante toda a partida, quase tive um ataque do coração. Engraçado como eu digo isso todo jogo, mas é a realidade. Contra o galo mineiro, o Inter jogou sem demonstrar fraquezas aparentes. Nossa estrela brilhou no Horto e os dois gols marcados fora de casa trazem uma boa vantagem ao Beira-Rio.

Onde a grandeza supera a rivalidade

A graça se esvaiu pois a alegria está impregnada em nossos corpos. Como o filme persiste na repetição, o final se torna esperado demais. Jogar estadual deixou de ser algo entre os rivais, afinal, não se pode jogar com um rival quando já não se tem um. O vermelho rubro que trajamos não deixa mais espaço para o azul do estado. As bandeiras do Rio Grande sempre nos avisaram - verde, amarelo e vermelho. Nada mais.

GreNal 405: faltou futebol

Como acontece de vez em quando, o grenal acaba não sendo o que a gente espera. Não pelo adversário ser o grêmio, mas pela escalação por ora não desejar ofensividade. É estranho, admito, mas complicado se torna quando eu quero ser poética e o jogo não permite. Triste.

Matar ou morrer

Não por sorte, mas por destino. O Inter passará aqui por Minas Gerais nesta libertadores e enfrenta o galo fora de casa no primeiro confronto. Não será um jogo fácil, sei que a massa atleticana trará todo seu arsenal de apoio para que o resultado seja positivo para eles. É a hora de mostrar a que viemos, afinal, a libertadores começa agora.

Superioridade carimbada

Levo as mãos à cabeça, me levanto, sento inúmeras vezes, rezo, grito de alegria, grito sem motivo e acabo chorando de emoção. Definir o sentimento de alma lavada é realmente difícil, mas sei que cada um de vocês entende bem, portanto é inútil explicar. Sei que meus olhos brilharam e meu coração parou por muitos pequenos instantes. O sorriso em meu rosto explica a noite emocionante e a atuação mais do que inebriante. Felicidade talvez seja o nome disso tudo.

Sobre as últimas semanas

É sempre importante explicar meu desaparecimento. Não que seja proposital, mas uma vida de faculdade + estágio + futebol + blog + vida social acaba sendo agitada demais e uma hora ou outra algo acaba ficando de fora. Mas não deixei de assistir aos jogos ou formar uma opinião sobre algo. E agora que tive um tempinho para respirar, escrevo aqui o que a guria pensa.

Paixão dividida

É sempre dessa forma. Dois sofás, dois fanáticos e uma TV. Seria simples se os fanáticos torcessem para o mesmo time, mas a vida insiste em complicar. A estrela solitária brilha no lado esquerdo do peito de meu pai enquanto o sangue vermelho colorado pulsa dentro de mim. Não existem embates de qual time é melhor, afinal, a minha camisa possui mais estrelas que a dele. Mas só há uma TV.

Entendendo o esquema tático

Durante a semana muito li e ouvi de torcedores colorados diferentes formas de se interpretar o novo esquema tático de Aguirre - o 3-5-2. Percebi que muitos não entendem de futebol, que outros não sabem o que estão dizendo e outros que confirmam a minha tese de que é necessário aplicar mudanças pelo bem do time.

Vitória heróica

Obs: Este é um texto de desabafo. Sem meias palavras, como vocês já estão acostumados a ler. A você colorado que não mediu suas críticas e não teve paciência, peço gentilmente que não continue lendo. Hoje quem comemora é quem acreditou. 
É lindo. Essa é a única palavra que me vem a mente neste momento. Jogar libertadores é lindo. O clima que arrepia, a alegria que pulsa em nossas veias e o barulho ensurdecedor da torcida banhada por apreensão e crença. O Beira-Rio foi, na noite dessa quarta-feira, palco de um jogo digno de aplausos, gritos e comemorações. A raça veio para ficar.

Torcida mista, placar misto

Grenal é o jogo da emoção, é o risco que vale a pena correr, é o jogo da vida dos vinte e dois dentro de campo. Mas, eis um fato: um grenal de reservas perde um pouco o brilho. A rivalidade é a mesma, mas a gana por vitória é diferente. E defendo o pensamento ainda mais quando o clássico termina em 0x0. Afinal, alguém tem que vencer para confirmar a supremacia sobre o rival.

Espetáculo libertador

Estádio cheio contagia e essa foi a injeção de ânimo que o Inter recebeu na noite desta quinta-feira. O time conciliou movimentação, ofensividade e objetividade em campo, venceu e levou a torcida ao delírio. Gritei gol como há muito não fazia, senti a garganta doer de tanto comemorar. É disso que estávamos precisando, afinal, estamos jogando uma legítima Libertadores da América.

Adversário inofensivo

Falta ar nos pulmões há muito tempo - o que vimos em La Paz só confirma a tese de que a indisciplina tática do time é gritante. Jogamos mal e sobretudo, conscientes disso. D'alessandro saiu de campo aparentemente irritado e deu entrevista com um semblante preocupado, embora de sua boca saísse "só está começando". E que belo começo.

O que se espera é futebol

O Inter de 2015 começou mexendo com meus cinco sentidos adormecidos nesses quatro anos. As contratações, as palavras e ações estão moldando o time que eu desejo ver, enfim, campeão de algo importante. Reitero minha decepção com muitos colorados que se colocaram ao lado de Giovanni Luigi, o chamando de "grande presidente" (isso mesmo, sem sarcasmo) devido à reforma do Beira-Rio. Sim, o ato foi grande e corajoso, mas como presidente de um grande clube fez muito menos do que poderia. Luigi não foi nem um bom presidente, se apegou a um único projeto grande e fez apenas isso em dois biênios de gestão. Não temo, persisto que um clube de futebol precisa ter um bom time de futebol e isso nós não tivemos durante o tempo que ele esteve à frente do clube. Alguns colorados foram hipócritas sim.