quarta-feira, 11 de março de 2015

Entendendo o esquema tático

Dupla que deu certo. | Foto: Alexandre Lops
Durante a semana muito li e ouvi de torcedores colorados diferentes formas de se interpretar o novo esquema tático de Aguirre - o 3-5-2. Percebi que muitos não entendem de futebol, que outros não sabem o que estão dizendo e outros que confirmam a minha tese de que é necessário aplicar mudanças pelo bem do time.

No jogo (ou treino? rs) contra o Aimoré foi fácil perceber a intenção do treinador uruguaio na mudança do esquema tático - Aguirre quer um trio defensivo com os alas adiantados e um meia a frente dos volantes que guardam posição. 

É importante destacar que o novo esquema surtiu efeitos no jogo, mesmo que o adversário não possa ser comparado com o que enfrentaremos na Libertadores. Mas, afinal, é para isso que serve o estadual - para testes.

O grande problema são justamente os alas adiantados. Os jogadores "titulares", Léo e Fabrício, não sabem se portar como alas, não têm características de alas. Ou seja, o esquema já encontra um defeito logo de início - Alex como o meia precisa de apoio dos alas na criação e abastecimento dos homens de frente. E com esses jogadores atuando como alas, essa intenção é descartada.

A solução que tenho, infelizmente, se torna um pouco a longo prazo. Precisaríamos da volta de D'alessandro o mais breve possível para ver o time jogar bem com a nova tática. Alex entraria como ala esquerda e Cláudio Winck como ala direita. 

Mas os grandes admiradores do pseudofutebol de Fabrício me questionam e tento entender o por que, afinal, o lateral é muito deficiente. O camisa 6 não acerta um cruzamento se quer e nunca apoia, além do Inter levar sempre muitos gols pelas suas costas. Que futebol é esse digno de admiração? 

O mesmo digo para Léo - é fraco demais para sequer ser cogitado como titular.

Alguns colorados levantaram uma questão: "Muricy foi três vezes campeão com esse esquema tático". Tudo bem, mas só o esquema tático não vence jogo e não ganha campeonato. É ilusão pensar que isso resolve! Do que adiantar aplicar um esquema que não vai ser bem cumprido por causa das deficiências dos jogadores? Se você não cumprir a função exigida na tática, ela somente não altera o placar a seu favor. 

O destaque do jogo contra o Aimoré ficou por conta de Lisandro López, que é veloz no drible, tem bom enfrentamento, é participativo e bem aguerrido. Enfim temos em quem confiar no ataque colorado.

O 3-5-2 tem tudo para dar certo, Aguirre só precisa de mais tempo para encaixar as peças de forma mais inteligente. Eu confio no trabalho dele. E você?

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