quinta-feira, 14 de maio de 2015

Carta ao atleticano

Nós estamos unidos por um ideal. | Foto: Alexandre Lops
Não pensem que o Inter jogou ontem com 11 homens em campo. É errôneo pensar que somente eles cumprem uma grande tarefa como essa. Temos 11 lutando no gramado, milhares e milhares apoiando ao redor, um Deus que nos abençoa com vontade e um grande amigo que se foi, mas nos rege lá de cima. É muito a nosso favor para desperdiçarmos. 

Eu sei que a bola parece pesada, sei que respirar é difícil, sei que os ouvidos doem. Eu sei o quando o medo lhe invade. Eu sei. As ruas de fogo bloqueiam a visão e a demonstração de amor é demais para vocês. 

O cansaço é escomunal, não há de onde tirar forças. Os pulmões parecem com preguiça e o coração vai parando aos poucos. Ao nos ver ali, todos de pé, cantando nossos gloriosos hinos de apoio, sei que se torna cada vez mais difícil permanecer. Depois que Valdívia e D'alessandro acertam o placar, sei que vocês não queriam nem mais ver. Nós somos os reis da persistência. 

Nossa oração vem da camisa vermelha e das gargantas agora arranhadas pelos gritos da noite. Nós cantamos a fé. Dizer somente "eu acredito" não funciona. A fé foi feita para ser sentida e a crença para ser vivida. E além de acreditarmos temos a certeza de que esse amor não nos decepciona. 

Mas nossas convicções vem do coração. 

Vocês entraram em nossa casa defendendo suas possibilidades. Mas o concreto do Beira-Rio agora pode servir de muro das lamentações para vocês. Nosso gigante interfere em tudo que acontece no campo. Não pensem vocês que futebol é só bola rolando. É infinitamente mais que isso. 

Colorado, o ser de fé inabalável, entende que impossibilidade é palavra desconhecida e não se cria à beira do guaíba. Aqui se aprende a guerrear, a defender um escudo acima de qualquer suspeita. 

E depois que a vitória suada como deve ser é decretada, podemos respirar. Lisandro enfim encerra a batalha. As luzes se apagam, o show continua nas arquibancadas e paro para pensar em como é lindo fazer parte dessa história. 

Sei que vocês acreditavam, mas uma coisa que vocês não se deram conta é de que nós também. Não somos céticos, pelo contrário, não há um momento em que a crença se esvai. Nossa fé rubra, banhada pelo Deus do futebol não falha. Quando a gente diz "amém" é o gesto de agradecer pela força de vontade em abundância. O universo passa a girar a nosso favor. 

Vitor, meu caro, a felicidade você só vai encontrar quando se render ao lado de cá. 

#NãoMatouNoHortoMorreuEmPorto
#FechadoComAguirre
#CadaUmÉOnze

Curta nossa fanpage!