quarta-feira, 23 de setembro de 2015

O Inter está sendo menos do que pode ser

Alex faz o que o time não ousa - chutar a gol.
Foto: Ricardo Duarte
Sob os olhares críticos de D'alessandro direto das cabines, o Inter recebeu o Palmeiras no Beira-Rio com muita cordialidade - 3 volantes, Ernando improvisado novamente na lateral e seu maestro apenas assistindo ao jogo, assim como a torcida. Mesmo com o retrospecto positivo em casa, com nove jogos sem derrota no Gigante, o colorado não conseguiu impor seu estilo de jogo, me fazendo crer que esta não era mesmo a intenção de Argel. Logo nos primeiros minutos pudemos ver que seu objetivo era chamar o Palmeiras para seu campo de defesa e sair no contra ataque - atitude pequena para quem almeja o título.

O jogo

O Palmeiras pressionou o Inter do primeiro minuto de jogo até o último. O Inter insistia nos cruzamentos mesmo sem ter um homem de referência na área para recebê-los. Não conseguia criar, pois a bola pouco passava pelo meio de campo - a posse de bola era toda do time paulista.

Aos 28' o árbitro marcou pênalti para o Palmeiras e a defesa precisa de Alisson deu um gás no time, acordando a torcida colorada no Beira-Rio. Aliás, vocês vão ao Beira-Rio para quê? Esse silêncio todo que fica em parte da torcida não está presente nem aqui em casa. Se eu tivesse a oportunidade que a maioria de vocês têm para estar no Beira-Rio em todos os jogos, voltaria de lá rouca e com dor de garganta de tanto cantar e gritar. Silêncio não contagia o time!

Depois do feito salvador do goleiro colorado, o time ficou um pouco mais agressivo, mas sem capricho no último passe. As saídas de bola equivocadas e a pressão dos palmeirenses fez a defesa do Inter trabalhar bastante durante toda a partida.

Na volta do vestiário nada mudou na intenção de Argel, mas logo aos 8' do 2º tempo, Alex fez o que o time inteiro não ousa fazer - chutar a gol. E que belo chute! Golaço do camisa 12, que inclusive é um dos maiores goleadores da história do Inter, somando 77 gols e se igualando a nosso eterno Fernandão.

Argel fez alterações que esboçavam uma mudança de postura no Inter. Tirou um dos volantes, colocou um lateral de origem, mas nada disso adiantou. Mesmo com mais posse de bola e cadência de jogo, o Inter ainda era pressionado em seu próprio campo de defesa. O Palmeiras tanto o fez que aos 29', Rafael Marques deixou tudo igual no placar. Argel ainda fez mais uma modificação a fim de alterar o cenário apático que ele mesmo implantou - colocou um atacante no lugar de mais um volante, mas o empate persistiu.

Análise

O Inter não está jogando bem, não está jogando para vencer. O jogo de hoje era para terminar em vitória, com o colorado jogando com propriedade, se impondo como um verdadeiro mandante. Mas o que vimos foi um time acuado, esperando o adversário errar. Em alguns momentos dos jogos essa tática não é um erro, mas jogar a partida inteira com esse pensamento é mais do que um erro, é tolice. É pouco para quem deseja passar de fase. É quase um pedido de eliminação. Não conseguimos ser agressivos, daqueles times que forçam o adversário a jogar o nosso jogo. 

Argel assinou hoje seu atestado de medo, não consegue treinar uma boa equipe para jogar para frente. Insisto, não acredito que o Inter tenha um elenco ruim, pelo contrário. O problema é que Argel, embora tenha rituais em treinamento compatíveis com meu modo de pensar, é um treinador ainda sem firmeza para conduzir um time da grandeza do Internacional.

Mas a culpa? Ah, a culpa é do Aguirre rs.

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