sábado, 28 de novembro de 2015

Acomodação não combina com Libertadores

Vitinho comemora gol contra o Fluminense
Foto: Ricardo Duarte
Antes que alguns colorados clubistas ao extremo me xinguem nos comentários falando que sou corneteira, já começo me defendendo - se você gostou da atuação do Inter a partir dos 30' do 1º tempo do jogo de hoje, pare de ler por aqui. Caso contrário, continue. 

Eu acreditava que não existia um time que não queria estar na Libertadores, mas depois que o juiz apitou o final da partida contra o Fluminense, passei a crer que o Inter não quer. Nunca que vi um time fazer tanto para não disputar a maior competição do continente.

Eu sou do tipo de colorada que entende como o Inter conquista as coisas - naquela raça, nos últimos minutos, nas últimas rodadas, no último suspiro. Mas esse clima de esperança foi destroçado pelo colorado na penúltima partida do campeonato. É incrível como um time não entende a lei da vantagem e joga com um jogador a mais com a maior passividade. 

O jogo

Começamos avassaladores, impondo o jogo na casa do adversário e fazendo valer o comprometimento com os seis pontos restantes do campeonato. Vitinho abriu placar logo aos 3' do 1º tempo, em jogada de Anderson. O Inter tinha mais posse de bola e mais técnica em relação ao Fluminense, detendo portanto o domínio do jogo. Os tricolores relaxaram em sua marcação, abrindo espaços para o colorado trabalhar a bola com muita tranquilidade, jogando em ritmo de treino.

A partir dos 30' do 1º tempo o cenário da partida se alterou e  o Inter passou a dar mais espaços para o Fluminense jogar. No fim da primeira etapa, Oswaldo foi expulso, deixando o colorado com um jogador a mais durante todo o 2º tempo. 

Na volta do vestiário a postura de cadenciar o jogo persistiu e o Inter não demonstrou vontade de ampliar o placar. O ritmo do jogo diminuiu e o Fluminense passou a atacar mais, empatando de pênalti após Vitinho cometer falta em Magno Alves dentro da grande área. O colorado até lutou nos últimos minutos, mas já era tarde demais.

Análise

Me sinto estranha torcendo para um time que não tem sede de vitória, que não gosta de vencer. É necessário deixar claro que o objetivo do Inter não é ir para a Libertadores, caso contrário teria matado o jogo enquanto tinha total domínio da partida. É irracional achar que um time tão acomodado merece uma vaga para figurar entre os maiores do continente. 

D'alessandro não consegue agir com maturidade e ainda vira desfalque para a última rodada sabendo do grande número de ausências que temos. Paulão diz que não sabe o que aconteceu. Torcemos para um time completamente aéreo.

O placar de 1x0 foi o mais repetido durante o ano e o mais perigoso, pois levou o Inter à derrotas e empates. Foram 37 gols em 37 partidas - é notável que foi um ano para fazer o mínimo e isso é inaceitável. Como um treinador em sã consciência permite que o ritmo de jogo de seus comandados caia passados apenas 30 minutos de partida? Um treinador que foi contratado para fazer o mínimo.

É isso que o Inter foi durante 2015 - um time que fez o mínino do mínimo e ainda quer conquistar algo maior. Acomodação não é algo digna de prêmio e portanto, não merecemos ir para a Libertadores.

Há quem vai dizer o contrário, há quem vai rezar para que os resultados das outras partidas levem o colorado para a LA, mas as atuações pífias do Inter não merecem, o time não merece, o treinador não merece. E a gente conhece o Píffero - se o Inter for para a LA, o Argel fica e mudanças é o que menos veremos em 2016.

2 comentários:

  1. concordo Jéssica, parece que não querem a Libertadores. Dalle esta jogando apenas fora do campo, dentro não tem feito nada. Dalle quando pega a bola retarda o jogo, acaba com a possibilidade de contra ataque. O meio campo mesmo com Dourado se desdobrando, não impõe, parece que não treinam juntos. Willian é um lateral veloz, apenas isso, não acerta cruzamentos não marca e erra passes. Artur é igual só que pelo lado esquerdo. Contra o Cruzeiro, perdemos e o São Paulo ganha do Goiás...Argel não merece ficar no Inter, imagina ir a Libertadores

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  2. O Inter já termina 2014 mal contratando Diego Aguirre, que trouxe seu próprio preparador físico, algo desnecessário; Ontem ele foi anunciado no Atlético de Belo Horizonte e sim, levou junto o preparador! Vi no twitter muitas manifestações de colorados com saudades do uruguaio! Porque? A mim parece que muitos torcedores pouco ou nada entendem de futebol. Vamos ver se o treinador uruguaio conseguirá emplacar seu desnecessário rodízio de jogadores por lá também...

    O grande problema do Inter, no meu ver, é que o ciclo de alguns jogadores (D'alessandro, Alex) já acabou há muito tempo, somado à contratação de jogadores que pouco contribuíram para o futebol do time (Anderson, Réver, Lisandro López, Nico Freitas, Nílton, entre outros); é um agregado de jogadores que acredita mesmo nessa bobagem de clube "Campeão de Tudo", tal qual os dirigentes. O resultado é um time que só joga de verdade quando quer, na intensidade que quer e é, como você mencionou, um time que faz apenas o mínimo - e pior, apenas quando os jogadores, especialmente os líderes do grupo o desejam.

    Mas a torcida também é culpada, especialmente os pouco mais de 17 mil estelionatários que reconduziram Vitório Piffero à presidência, ignorando criminosamente que ele é um dos grandes responsáveis pelo fiasco colorado no Mundial de Abu Dabi, em 2010. Reclamavam pra burro do Giovanni Luigi, não dando a menor chance pro Marcelo Medeiros. Piffero é a versão colorada do Luiz Carlos Silveira Martins, o Cacalo; são iguaizinhos na prepotência, na crença que tudo sabem de futebol e ficam irritadinhos quando a imprensa esportiva aponta seus erros; foram ótimos vice-presidentes de futebol, todavia nunca poderiam ter sido eleitos presidentes de seus clubes.

    Quanto ao Argel, seja no Inter ou no Flamengo a "missa seria a mesma", é treinador para clubes como o Criciúma ou o Confiança de Sergipe, e não para clubes grandes; é um técnico que não sabe e/ou não entende as razões das vitórias e derrotas do time.

    Rodrigo Dourado é o exemplo que me induz a acreditar que 2016 nos trará uma profunda reestruturação do grupo de jogadores colorados; há vários "gatos gordos" cuja saída é necessária, primeiro de tudo. E como o dinheiro para contratações é pouco, a diretoria não poderá se permitir errar no tocante a reforços. E vencer campeonato estadual é "troco de pinga" para clubes da envergadura do Sport Club Internacional - sim, tem que parar de choramingar e montar um time capaz de ser finalista da Copa do Brasil de 2016; se Palmeiras e Santos, que decidiram a Copa esse ano, sequer mereciam ter chegado as finais, o Inter tem ainda mais a obrigação de ser, no mínimo, o vice-campeão da edição de 2016, e que a torcida e clube parem com essa conversa fiada de atribuir maus resultados nessa competição a arbitragem, porque na história colorada as grandes conquistas são fruto de técnica, habilidade, extrema frieza e amplo domínio do adversário; ao descrever "raça, últimos minutos, últimas rodadas, último suspiro", você descreveu o Grêmio e não o Inter - historicamente, esse não é e nunca foi o estilo colorado de conquistar títulos.

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