domingo, 1 de maio de 2016

Encaminhado

O nome do jogo. | Foto: Ricardo Duarte
Não sei se é por ausência do principal clássico do país na final do campeonato, se é porque o título do estadual é o único que temos ganhado nos últimos anos ou se é porque o treinador do Inter ainda é o Argel - não consigo mais dar importância ao Gauchão. Inclusive, o estadual aparece como a coisa menos importante, afinal, só serve para confirmar uma hegemonia que todos sabem que nós temos. Mas título é título, como diz a maioria.

 O jogo

O Juventude, mandante da partida, se impôs em campo propondo seu jogo, mas esbarrou na atuação movimentada de Andrigo. O camisa 20 atuou bem pela lateral direita, mas esteve presente em todo o campo, sendo muito participativo. O Inter começou lento e sem jogadas efetivas, deixando Sasha isolado no esquema 4-2-3-1, o que prejudicou o desempenho do jogador. 

Aos 21' do 1º tempo, Andrigo recebeu passe de Vitinho e soltou a bomba para balançar a rede. Após levar o gol, o Juventude passou a se movimentar mais e pressionar a saída de bola do Inter. No 2º tempo, o dono da casa modificou seu esquema de jogo e passou a atacar o colorado. Com isso, o jogo ganhou mais velocidade. Anderson auxiliava os volantes, mas teve uma atuação sem brilho.

Vitinho, entre firulas e tentativas fracassadas de jogar bonito, errava e perdia a bola. Foi expulso após cometer falta infantil e fica fora da decisão no Beira-Rio. Após expulsão do atacante, Argel compactou o time e fechou a defesa do Inter para evitar o empate.

Análise

O Inter conseguiu a vitória no Alfredo Jaconi diante de uma pressão artificial do Juventude. Artificial porque o adversário chegava, mas nada que não pudesse e devesse ser controlado pela defesa. O Inter jogou bem, mas jogou bem para estadual, até então porque está longe de animar o torcedor com jogadas envolventes e velocidade na troca de passes. 

Vencer o estadual é bom para estampar páginas de revistas e marcar variadas vezes a história como maior do Sul. O bom é que nossa Hegemonia permanece, mas fora do Sul não perdura - infelizmente. Para mim, o título pode vir coroar a atuação dos garotos da base, que merecem essa conquista pelo esforço em levar o Inter até a final. 

Não me iludo - com esse futebol não vamos a lugar algum. Mas celebro a conquista e a vinda de mais uma taça. Nunca é demais.

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