segunda-feira, 8 de agosto de 2011

O que foi especial

Morar em Minas Gerais, é um grande prazer para mim, mas é complicado conversar de futebol com cruzeirenses e atleticanos. Para eles, a Raposa e o Galo são o mundo. Os outros times são intrusos neste mundo que vivem. Mas, esse jogo contra o Cruzeiro era muito, mas muito especial para mim.

Desde 2009, foram 4 confrontos entre os dois. 1 empate e 3 vitórias do Cruzeiro. Ou seja, nunca tinha tirado uma onda com os cruzeirenses. Nesta segunda-feira, pude sentir uma sensação diferente, e perceber com mais detalhes, como os torcedores da raposa são: reclamões e sem argumento algum. Hoje sorrí que foi uma beleza!

Foi um final de semana difícil para os colorados, por causa da derrota para o Flu na quinta. Tinha gente falando até de rebaixamento do Inter. Tentei não pensar nisso por alguns momentos, mas era inevitável. Assim que liguei a TV no domingo, essa idéia se desmanchou em minha cabeça.

Foi um jogo especial, pois eu ví a torcida mais linda do mundo, com a maior vontade de ver o time vencer, e com a mais bonita das canções cantada com o maior intusiasmo do mundo. Foi especial, porque aquele time que estava em campo, não era o que eu estava acostumada a ver, mas ele faria de tudo para me ver sorrir e gritar gol. Foi especial, porque enfim, o Inter venceu o Cruzeiro dentro do Beira-Rio.

Pensava eu: "Hoje não é dia de derrota". A arbitragem podia errar e errar variadas vezes, mas no fundo, todos nós sabíamos que esse domingo seria de alegria, e alívio.

O 1º tempo, foi um bom jogo. D'ale jogando do jeito que mais gosto que ele jogue, e batendo pênalti da forma que ele sabe bater. Estravasou, comemorou como se valesse um título. Era importante. Andrezinho + falta? Ah! É gol. E quem não sabe disso?

A vontade e determinação do time estava marcada nos olhos de Muriel e em suas defesas espetaculares. Tinham tanta vontade de vencer, que recuaram no 2º tempo e se esqueceram de atacar. Levamos gols. Sim, gols. Mas, não vou dar uma de analista de arbitragem. O domingo era do Inter, só do Inter.

D'ale reclamou de alguns torcedores que insistem em pegar no seu pé. Em um cruzamento perfeito, Damião fez aquilo que é sua especialidade: gol de cabeça. O ensurdecedor Beira-Rio, com vozes aliviadas, cantou 'Minha camisa vermelha", estourando os tímpanos dos cruzeirenses.

Sufoco, mas quem discorda da frase: "Chorado, suado, colorado"? Vitória e alívio. Enfim, paz. Com praticamente um time inteiro de desfalques, o colorado parou Montillo. E aliás, no duelo de argentinos, D'ale superou qualquer marca do jogador da raposa.

Difícil, foi aguentar os cruzeirenses azucrinando em meu ouvido, reclamando sem parar ( e apostem, a reclamação deles vai até o final do campeonato). Bom, o Inter não tinha nada a ver com isso. Dominou parte do jogo, mostrou que mandava nas margens do Guaíba. Eu, não apitei a partida. Apenas assistí, com um belo e aliviado, sorriso no rosto. Realmente, foi especial.

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