domingo, 22 de setembro de 2013

Inofensivo

Foto: Ricardo Duarte / Agência RBS
Após o jogo de hoje fiquei pensativa em relação ao que queria dizer nesta postagem. Fui dar uma volta, mas o sol já tinha se posto. Sentei na calçada meio desanimada, respirando fundo. "O torcedor tem que ser ouvido". Faço das suas, minhas palavras, D'alessandro.

Discordo quando dizem que foi a pior partida. Neste que é um dos piores campeonatos que já acompanhei, foram muitos jogos ruins. O Inter vai sendo insuficiente rodada após rodada, um ou outro jogo nos agradou. E ainda temos que escutar que o time não joga pra torcida. Dá mais que desânimo.

Dunga mais uma vez escalou mal, tendo à disposição Scocco e Otávio preferiu escalar Caio e Alex. O intocável Damião com sua fase pior que a do time permanece em campo sob motivos desconhecidos. Mais um primeiro tempo sonolento do ano. Surpreendente foi viver para assistir ao Dunga modificar a equipe durante o intervalo e, modificando ofensivamente! Mas, um time que não joga junto não consegue ser consistente dentro de campo, mesmo que o esquema de jogo ajude.

Muito mal treinado, durante o ano todo. O time sobrevive de resultados conquistados a custa da individualidade de alguns jogadores. Contam-se nos dedos jogadas que resultaram em gol com o time jogando junto. Em 9 meses Dunga não conseguiu fazer esse time ser temido pelos adversários. Durante todo esse tempo deixou claro que o Inter é um time inofensivo.

Equipe de papel, como costumo dizer. Belos nomes com grandes a médios históricos vitoriosos, (alguns nem possuem histórico) vestem a camisa do colorado e se mostram cada vez mais perdidos, aparentemente sem missão.

O resultado de hoje é consequência de uma aposta feita às cegas de uma direção que não planejou o caminho que iria seguir. Dunga tem pouquíssimas experiências como treinador e Luiggi, quase nada como presidente.

Ficaria satisfeita se o resultado negativo servisse para a demissão de Dunga, mas valeu apenas para Luiggi dar às caras e confirmar a permanência do "treinador" até o fim do ano. O que eu digo: "2014, cadê você meu filho?" O ano pode ser salvo com o foco na Copa do Brasil, porém as atuações são iguais às do brasileirão, nada muda.

Olhei o horizonte e mais uma vez me senti pequena. Isso é o que acontece quando um time se torna a sua vida - o seu humor e pensamentos dependem sempre daquilo que você vê dentro de campo.

Obs: Dia 20 de setembro, o Inter ainda me fez uma homenagem aos gaúchos estampando o Josimar na imagem. Chegamos ao ponto de achar que o Josimar é um grande jogador.

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