sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

D'alessandro: "O Inter ganhou um lugar muito importante na minha carreira e na minha vida".

Em entrevista a Zero Hora, D'alessandro revelou seu amor pelo futebol, pelo Inter e pela cidade de Porto Alegre. Confira aqui alguns trechos:

Longevidade no Inter

"Para mim, é muito tempo. Penso nisso também. Não consegui ficar quatro anos em nenhum clube pelo qual passei. No River, fiquei três anos como profissional. O Inter é o clube que pelo qual mais joguei. No River, foram 99 jogos. No Inter, foram mais de 150 (162 jogos e 36 gols). Cheguei a Porto Alegre como a qualquer outro lugar, como na Alemanha, na Inglaterra. Claro, a cultura gaúcha não é tão diferente da argentina. Mas me ajudou muito encontrar um clube muito bom, com uma diretoria que me ajudou muito. Cheguei a um time que era excelente, que tinha Alex, Magrão, Marcão, Bolívar, Álvaro, Clemer, Nilmar, Sandro, Taison. Se não tivéssemos conquistado a Sul-Americana de 2008 não sei se meu processo de adaptação seria tão bom. Acho que tudo isso ajudou muito. Depois, gostei da cidade, das pessoas, dos amigos. A gente vai se acomodando".

A vida em Porto Alegre

"Estou confortável, estou bem na cidade. Às vezes, não dá para ir a Buenos Aires e nem lamento. Fico em Porto Alegre mesmo. Janto com amigos, fazemos um churrasco com Guiñazu, Bolatti. Eu estou bem, o Inter ganhou um lugar muito importante na minha carreira e na minha vida. Depois do River, é o Inter".

A rivalidade com o Grêmio

"Não poderia jamais jogar no Grêmio. É como se perguntasse se jogaria no Boca. É impossível. Não tem dinheiro que mexa com o carinho, o respeito e a relação que conquistei no clube. Já seria difícil sair do Inter para outro clube, imagina para o Grêmio. Não conseguiria. E para sair do Beira-Rio teria que ser algo muito bom para minha família e para mim".

A torcida rival

"Atendo sempre ao torcedor. Consegui me adaptar com o torcedor em Porto Alegre. Tanto com o gremista quanto com o colorado. O gremista hoje me cumprimenta, para e me fala: 'Sou gremista mas gosto do teu futebol, tu jogas bem, gostaria que estivesse no meu time'. Isso é legal. Muito além da rivalidade, há algo universal, que é gostar do futebol. Tirar a camisa azul ou vermelha e gostar do futebol. Tem gente que consegue isso. Mas tem gente que não, é burra".

Maturidade

"Eu estou mais tranquilo, mais sossegado. Tenho o exemplo do que aconteceu nas últimas duas rodadas. Eu rio, meus amigos me comentam. Todos sabiam que estava pendurado, poderia tomar o cartão contra o Flamengo. Mas não reclamei nenhuma vez. Mas porque sabia que poderia ficar fora do Gre-Nal. Sei quando chego ao limite ou não. Comando minha cabeça. No futebol, cheguei a 12 anos de carreira e aprendi. Na verdade, continuo aprendendo. Estou melhor do que ontem".

A torcida do Inter

"Quando a torcida do Inter canta meu nome, arrepia. Sou argentino e conquistar o povo brasileiro e uma torcida não é fácil. Aliás, acho que ainda não conquistei totalmente a torcida do Inter. Tomara que continue neste caminho, cativando-os e conquistando títulos. Acho que entrei bem no clube, os resultados ajudam muito. Meu objetivo continua ser dar essa alegria para o torcedor colorado".

Quer ver a entrevista na íntegra? Clique Aqui.

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