quinta-feira, 13 de novembro de 2014

O apequenado colorado

De onde vem o medo de Abel? | Foto: Alexandre Lops
O jogo contra o São Paulo só enfatizou a tese dos quatro anos - jogamos um futebol que não condiz com a grandeza do clube. Durante todo esse tempo o time se apequenou, comemorou empates, engrandeceu adversários e não se elevou ao nível a que pertence. Perdemos o brilho de "campeão de tudo" durante algum jogo que poderíamos ter vencido, mas não colocamos toda a vontade suficiente para assim fazer. A esperança começa a brotar no gramado do Beira-Rio, afinal, 2015 está logo alí. 


Seguramos ontem o time paulista, fizemos boa marcação, principalmente individual onde Ygor anulou Kaká. Jogamos unicamente para não perder - avançando apenas no erro do adversário e em hipótese alguma sendo ousado. Abel nem ao menos se lembra como Nilmar realmente joga, saindo de trás, tabelando com velocidade. Para o treinador, o camisa 7 é um centroavante completamente isolado que precisa apenas contar como um jogador dentro de campo.

Alisson foi o grande nome do jogo - atuou de forma precisa e fez grandes defesas, embora Abel dissesse na entrevista de ontem que ele não foi assim tão fantástico. A mania de desmerecer os próprios jogadores me causa uma irritação fora do normal.

O ponto de ontem pode nos ajudar, mas não resolve a situação em que nos encontramos. Nos campeonatos passados, estar entre os quatro melhores era sinônimo de bom time, de bom futebol. Hoje, estamos entre os quatro primeiros jogando o futebol dos quatro últimos. A qualidade caiu tanto que chega a confundir quem pensa que nós estamos realmente bem na disputa pela libertadores. Não se enganem, nós estávamos na disputa pelo título do brasileirão que nós não vencemos há 35 anos. E esse é o real tabu que temos que quebrar.

Não adianta mais lamentar os pontos perdidos pelo caminho, Abel Braga já não é o mesmo de antes. Se tínhamos elenco? Bom, temos bons garotos que precisavam de oportunidade e fariam qualquer coisa para ajudar o time. Mas Abel preferiu escalar aqueles que já não têm compromisso com o futebol. 

Agora o velho discurso de lotar o Beira-Rio começa a ser difundido. O Beira-Rio sempre esteve lotado, pois o time sempre fez por merecer o apoio do torcedor. E agora que querem nosso apoio, terão, mas terão com uma simples condição - não me importo se o shopping ao lado do gigante será construído amanhã ou daqui a tantos meses, o que quero é ver futebol de compromisso. Pois acredito que um clube de futebol tenha como objetivo principal, o futebol.

Serão três jogos seguidos em nosso estádio, por isso é importante que o preço dos ingressos seja acessível, e com "acessível" eu quero dizer "barato".

Rumo à libertadores? Não sei. Mas, rumo à 2015, sim e com muita pressa e ansiedade.

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