domingo, 23 de novembro de 2014

Insuficiência à flor da pele

A dupla inglória da redenção | Foto: Fernando Gomes 
Foi sofrido e decepcionante como tem sido. Foi difícil e sobretudo, insuficiente. Não jogamos futebol, fizemos apenas o que estava a nosso alcance, ou seja, não fizemos muito. O torcedor foi ao Beira-Rio, apoiou o jogo inteiro, merece a vitória como nenhum outro. O choro da torcedora no fim da partida só demonstra o quanto era pesado o fardo que carregamos. Nos últimos quatro anos, nós sofremos demais.

Os primeiros minutos anunciavam que o jogo não seria fácil. Os garotos do Galo trataram logo de abusar de suas velocidades, atravessando feito furacões qualquer defensor colorado. O time de Abel, lento e sem alternativas, não conseguia marcar e nem impor seu jogo dentro de seu próprio estádio. Fomos engolidos por uma marcação que antes de tudo era ofensiva. Chegamos ao gol com Rafael Moura e depois levamos empate, por pênalti cometido por Fabrício. 

Abel deixou Aránguiz guardando posição, em uma noite onde D'alessandro estava pouco inspirado. A falta de velocidade irritou a torcida, que gritava o nome de Valvídia. O time vestiu-se de garra e foi em busca do segundo gol. Fabrício encontrou a redenção e fez meu coração ficar mais leve ao sentir o alívio.

Com essa vitória, o Inter fica a um pé da vaga na Libertadores e pode começar 2015 da forma diferente como todos nós esperamos. Mesmo com os gols providenciais de Moura e Fabrício, não quero vê-los no elenco na próxima temporada. Precisamos de uma reformulação e de dizer adeus a todos esses jogadores que são sempre contestados.

Diga você, meu caro amigo (a), há quanto tempo você não comemorava um gol da forma como fez? Me diga a quanto tempo você não via o Beira-Rio tão cheio de magia?  Digo por mim, que meu amor pelo Inter superou esses quatro anos inglórios e quer ser ouvido em 2015. Ouvido das arquibancadas, ouvido para toda a América. Está na hora de colocar o Inter no lugar a que pertence e no lugar de onde Luigi algum deveria ter tirado - no topo do mundo. 

10 comentários:

  1. Jéssica, nestas alturas do campeonato, o sofrido e decepcionante fica para segundo plano.
    Importante é que o LUIGI vai vazar e o INTER se classificar a LIBERTADORES
    Isso sempre dará novo impulso ao clube e as grandes disputas voltarão

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  2. Oi, Nando! O sofrido e decepcionante podem ficar em segundo plano, mas não deixam de existir. Conto os dias para o fim da era Luigi!

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  3. Te prepare para mais um sofrido e decepcionante sábado que vem no mesmo bat local e horário hehehe
    Com Luigi nada é prazeroso hehe

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  4. Verdade Jéssica!!! Melancólico nosso time...treinador sem ambição, ultrapassado ao futebol moderno, e a direção omissa como sempre nesses últimos anos, essencial mesmo a reformulação, que os novos comandantes do futebol do Inter tenham sede de títulos, e priorizem como nunca todas as competições!!!

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  5. Reformulando a sua frase, Jéssica porque a resposta está dentro dela mesma...
    "D'alessandro estava pouco inspirado porque Abel deixou Aránguiz guardando posição."

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  6. Vou concordar totalmente com o relator Jessica rss, o mais importante agora são por ordem: os 3 pontos, a iminência da vaga a libertadores da america e o fim da era Luigi (Graças ao nosso senhor Jesus Cristo!)...rs

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  7. Olá, Márcio! De fato é preciso priorizar o futebol e todas as competições.

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  8. me desculpe mas fabricio é muito bom lateral. marca forte e sobe muito ao ataque e tem o principal: dna coloardo. rafael moura não. comparar os dois é uma heresia futebolistica e esquecer o que tem sido a colaboração de cada um para o time

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  9. Olá, Josue. Eu que peço desculpas, mas não por estar errada, mas por frisar minha opinião. Fabrício é responsável por muitos dos gols tomados pelo Inter, justamente porque sua marcação é falha, não forte. Sim, ele sobe (não muito) ao ataque, mas não costuma acertar muitos cruzamentos. Sua contribuição é pouca, perto dos laterais que já vestiram a camisa do Inter.

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