domingo, 13 de abril de 2014

Um fascínio chamado grenal

"Eles respondem chorando, que sou o dono do sul"
Foto: Alexandre Lops | Divulgação Inter
Grenal 401 que diz implicitamente o placar da peleia. Embora nada há de começar como se deva, o Inter de Abel Braga renasce em mais uma goleada histórica. O heroísmo de D’alessandro, de Alex ou de Abel não se mede nem que as gargantas explodam em alegria ao cantar "minha camisa vermelha" atrás do gol. Os motivos, todos encontrados no sorriso de nosso capitão, transfigura o que chamo de rivalidade, aumentando nosso orgulho de ser dono do sul, cada vez mais.

Pintado de vermelho é o Centenário e sua esperança rubra. De longe, os gritos servem como aviso de uma clássica permanência de ideais, todos pregados pela torcida colorada. Sob aviso, os gremistas entraram em campo, fardados de defesas da imprensa. Mas, do que adiantam palavras e argumentos que não medem forças com o peso de uma camisa? Sirvam nossas façanhas de modelo a tu, gremista, que jamais aprenderá.

De um jogo inicialmente azul a uma goleada surpreendentemente vermelha. Somos, há quem discorde, guerreiros permanentes. O vermelho não se cala, perante o azul não se reprime, vibra e luta como a rivalidade permite e decreta. O mais belo de um cenário de grenal, é justamente a possibilidade do incerto, afinal, clássicos são claros sinais de disputas acirradas até o último segundo, portanto, goleadas são raras e improváveis.  

A redonda corre pelo campo tentando encontrar alguém que a conduza com maestria, até finalmente encontrar os pés de D’alessandro e sua grandiosa capacidade de ser ídolo. O vermelho não se corrompe com certeza, aposta tudo em emoção e gana – e a incerteza nos trás comemorações incessantes. A beleza consiste em ser surpreendente.

O gramado anseia por mais um passe, por mais uma bela jogada. Os torcedores, ao menos os colorados, tampouco se importam com a taça – afinal, as conhecemos muito bem. Nenhum argumento contra os estaduais é válido perto do espetáculo que um clássico proporciona. Perdura, portanto, a espera pelo momento máximo de um regional – o embate que põe a rivalidade como mais um jogador dentro de campo. O gauchão não é charmoso, como diz Paulo Brito - o GreNal é que merece toda atenção e possui todo o charme e importância.

Comemore o momento. Sinta o cheiro da vitória. Não importa a taça que ganhamos em cima deles, o que importa é nossa alegria e orgulho. O significado se modifica - de rivalidade passamos à supremacia. Por quatro anos seguidos a rivalidade desistiu do rio grande – o Inter não tem mais rival.

#InterProcuraRival

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