quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Eu lembro da primeira vez que chorei pelo Inter

O importante é não deixar de amar
Eu lembro da primeira vez que chorei pelo Inter. Final da Copa do Brasil e o Corinthians levando o título de campeão. Isso em 2009. Acho que nunca tinha tido uma sensação tão estranha na vida – uma mescla de tristeza com questionamentos. Eu me questionava sobre ficar triste por ver meu time perder um título – me perguntava onde estava o sentido de tudo aquilo que, sinceramente, nunca consegui explicar.

Depois daquele jogo, fui me deitar, coloquei a cabeça no travesseiro e fiquei revendo os lances que ficaram gravados na minha memória. Ali estava eu remoendo as situações, buscando o motivo de não estar feliz. Lágrimas caíam, coração apertava, doía, tudo era cinza. Eu tinha perdido uma alegria e por meio disso, comecei a entender o que era realmente amar um time de futebol.

Quando se trata de futebol, nada é assim, demais. Choro, sorriso, alegria, tristeza – tudo ultrapassa limites. E você só tem certeza de que ama de verdade e que defenderá o escudo pro resto da vida quando passa pelo ápice da tristeza, decepção e dor ao lado dele. Eu realmente descobri que amava o Internacional quando deitei a cabeça no travesseiro naquela noite, chorei, senti a dor, pensei que passaríamos por tudo aquilo e tive esperança de alegria.

Ano passado, as coisas aconteceram mais ou menos da mesma forma. Depois do último jogo do Inter em 2013, senti um alívio gigantesco ao sair daquela ameaça de rebaixamento que nos rondava. Logo mais a noite, ao deitar a cabeça no travesseiro, senti a mesma dor, mas com um sentimento a mais – insuficiência. E chorei. Parecia que este choro esteve guardado por muito tempo, como se ele fosse alimentado jogo a jogo deste ano terrível para nós colorados.

2013 não deixará saudade alguma quando o assunto for futebol. Não vejo um 2014 com gosto de mudança, infelizmente. Mas espero que este ano seja tudo, menos parecido com 2013. Como diz Marcelo Gonzatto, da Zero Hora, “ninguém aguentará um outro 2013″.

E desde a primeira lágrima que caiu por este amor, eu aprendi que o futebol é assim, muito dinâmico. Você vai sorrir, você vai chorar. Vai se emocionar e se decepcionar. São diversos sentimentos que vivem atrelados uns aos outros. E se você não amar muito seu clube, você acaba por desistir.

E realmente não há nada que me faça desistir.

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