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Espetáculo libertador

Uma vontade que surpreendeu. | Foto: Alexandre Lops Estádio cheio contagia e essa foi a injeção de ânimo que o Inter recebeu na noite desta quinta-feira. O time conciliou movimentação, ofensividade e objetividade em campo, venceu e levou a torcida ao delírio. Gritei gol como há muito não fazia, senti a garganta doer de tanto comemorar. É disso que estávamos precisando, afinal, estamos jogando uma legítima Libertadores da América.

Adversário inofensivo

Não é falta de ar, é falta de futebol | Foto: Diego Guichard  Falta ar nos pulmões há muito tempo - o que vimos em La Paz só confirma a tese de que a indisciplina tática do time é gritante. Jogamos mal e sobretudo, conscientes disso. D'alessandro saiu de campo aparentemente irritado e deu entrevista com um semblante preocupado, embora de sua boca saísse "só está começando". E que belo começo.

O que se espera é futebol

Alegria, alegria, 2015 chegou! | Foto: Alexandre Lops O Inter de 2015 começou mexendo com meus cinco sentidos adormecidos nesses quatro anos. As contratações, as palavras e ações estão moldando o time que eu desejo ver, enfim, campeão de algo importante. Reitero minha decepção com muitos colorados que se colocaram ao lado de Giovanni Luigi, o chamando de "grande presidente" (isso mesmo, sem sarcasmo) devido à reforma do Beira-Rio. Sim, o ato foi grande e corajoso, mas como presidente de um grande clube fez muito menos do que poderia. Luigi não foi nem um bom presidente, se apegou a um único projeto grande e fez apenas isso em dois biênios de gestão. Não temo, persisto que um clube de futebol precisa ter um bom time de futebol e isso nós não tivemos durante o tempo que ele esteve à frente do clube. Alguns colorados foram hipócritas sim.

A estátua que conta histórias

Inter - um clube abençoado. Foto: Anderson Kblo Eu queria poder dizer que o conheci. Queria poder mostrar a todos a foto que tirei ao lado dele. Queria poder dizer que ele foi simpático e atencioso comigo. Queria poder dizer que conheci o grande capitão do mundo. Mas os rumos da vida não permitiram. Levo no peito a sensação eterna de um sonho que morreu assim que Fernandão nos deixou. Essa estátua representa mais do que só o momento mais marcante da história do Internacional. Ela exala paixão e muita devoção. Representa o espírito e a força de um clube, de uma torcida e de um jogador. Ela conta história, desperta emoção e me faz refletir naquilo que sou, ou melhor, escolhi ser.

E a camisa 3 vira história...

Uma lenda chamada Índio. Foto: Jefferson Bernard A vida é feita de momentos que se tornam inesquecíveis depois de lembrados tantas e tantas vezes. No mundo do futebol é difícil não encontrar momentos em que o coração parou, acelerou ou se fez doer em lágrimas. Esse esporte reúne todos os sentimentos possíveis a um ser humano e só depois que passamos por determinadas coisas pelo escudo amado, que aprendemos que existem outros sentimentos não-nomeados que permeiam o mundo do ser torcedor.  Uma vez me disseram que jogadores vêm e vão, que não se deve gostar demais deles. Discordo da forma mais sentimental possível.

Insuficiência à flor da pele

A dupla inglória da redenção | Foto: Fernando Gomes  Foi sofrido e decepcionante como tem sido. Foi difícil e sobretudo, insuficiente. Não jogamos futebol, fizemos apenas o que estava a nosso alcance, ou seja, não fizemos muito. O torcedor foi ao Beira-Rio, apoiou o jogo inteiro, merece a vitória como nenhum outro. O choro da torcedora no fim da partida só demonstra o quanto era pesado o fardo que carregamos. Nos últimos quatro anos, nós sofremos demais.

Choroso e sofrido

Lavando a alma. | Foto: Diego Vara /Agência RBS Os questionamentos começam quando um zagueiro entra no jogo para marcar, não seu adversário, mas sim um gol. Percebemos os problemas quando um defensor sai de trás para executar a função dos atacantes. E assustador se torna quando o zagueiro que marca o golaço se chama Paulão.

O apequenado colorado

De onde vem o medo de Abel? | Foto: Alexandre Lops O jogo contra o São Paulo só enfatizou a tese dos quatro anos - jogamos um futebol que não condiz com a grandeza do clube. Durante todo esse tempo o time se apequenou, comemorou empates, engrandeceu adversários e não se elevou ao nível a que pertence. Perdemos o brilho de "campeão de tudo" durante algum jogo que poderíamos ter vencido, mas não colocamos toda a vontade suficiente para assim fazer. A esperança começa a brotar no gramado do Beira-Rio, afinal, 2015 está logo alí.