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Primeiros dois pontos perdidos

Valdívia foi o destaque da partida | Foto: Alexandre Lops O cenário inicial apontava uma vitória sem esforço: o Inter entraria no Maracanã e com os gols de Rafael Moura levaria 3 pontos para Porto Alegre. Só que o Inter é tão imprevisível quanto previsível e os erros que tanto lamentamos se repetiram. O colorado de 2013, por mais que contrariem, não desapareceu. Com total superioridade e vencendo com um bom placar, o Inter entregou o jogo ao Botafogo na segunda etapa e volta para Porto Alegre sentindo o peso de um ponto com gosto de derrota. A velocidade de Valdívia incomodou o alvinegro por toda primeira etapa e a supremacia colorada perante o Botafogo ficou clara nos dois gols que Rafael Moura marcou - o primeiro com belíssimo passe de Aránguiz e o segundo com bela jogada de Valdívia. O Inter manteve a posse de bola e jogava nos espaços que o adversário dava ao tentar criar - tínhamos a vitória nas mãos. Mancini e Abel modificaram seus times - um acertou e o outro comete...

O Inter precisa se bastar

Aránguiz comemora o primeiro gol do Brasileirão Foto: Diego Vara | Zero Hora O campeonato nacional deste ano começou, e o Inter, após vencer o estadual - muito bem conquistado por sinal - se volta para o mais-que-possível tetracampeonato brasileiro que, de primeira, já digo que não passará pelos pés de Rafael Moura, Willians e acomodações em geral. Com o pé direito o colorado iniciou a competição vencendo em casa - nada-nem-quase-lotada - o visitante baiano, Vitória. De um primeiro tempo agitado a um segundo tempo de bagunça tática e acomodação alá 2013 (peguei pesado?), o Inter construiu uma vitória nos minutos iniciais e marcou apenas um gol (o que achei pouco). Satisfação me invade ao saber que, Abel, com toda sua postura de técnico, é justo ao avaliar a equipe neste sábado - disse que "o time todo esteve mal" e todos sabemos que não é mentira. O Inter sentiu falta de Gilberto na lateral, mas também repetiu uma acomodação após o gol marcado que não nos traz bo...

Um fascínio chamado grenal

"Eles respondem chorando, que sou o dono do sul" Foto: Alexandre Lops | Divulgação Inter Grenal 401 que diz implicitamente o placar da peleia. Embora nada há de começar como se deva, o Inter de Abel Braga renasce em mais uma goleada histórica. O heroísmo de D’alessandro, de Alex ou de Abel não se mede nem que as gargantas explodam em alegria ao cantar "minha camisa vermelha" atrás do gol. Os motivos, todos encontrados no sorriso de nosso capitão, transfigura o que chamo de rivalidade, aumentando nosso orgulho de ser dono do sul, cada vez mais. Pintado de vermelho é o Centenário e sua esperança rubra. De longe, os gritos servem como aviso de uma clássica permanência de ideais, todos pregados pela torcida colorada. Sob aviso, os gremistas entraram em campo, fardados de defesas da imprensa. Mas, do que adiantam palavras e argumentos que não medem forças com o peso de uma camisa? Sirvam nossas façanhas de modelo a tu, gremista, que jamais aprenderá. D...

Os exageros do GreNAL nosso de cada dia

Coloco essa foto porque é melhor que uma do Fabrício. (Ricardo Duarte / Agência RBS) Clássico 399. Detalhadamente o maior clássico do país, onde a rivalidade tem vida própria e nada a supera. Cheiro de grama molhada e sol invadem o gramado, formando um belo cenário de... Não, pera ai. O clássico 399 detalhadamente não foi assim. Foi morno, quase gelado, contrastou com o calor do país nas últimas semanas. Não teve nada que me fizesse começar o texto de forma poética, como sempre gosto de fazer, afinal, grenal é paixão do torcedor gaúcho (salve uma mineira com coração gaúcho nos campos das vertentes. Quem não entender digita tudo isso no Google Earth e entenderá). Bom, costumeiro não seria se não houvesse algo pra discutir de forma ferrenha após o jogo. Mas teve, ao menos uma coisa teve. Mas, comecemos do começo. O pleonasmo aqui colocado foi proposital pois meu texto não pode ser assim tão vago quanto o grenal que assisti.  Pulemos a parte onde nosso rival (assim chama...

Primeiros passos

O mito camisa 10 inicia a caminhada em 2014. Foto: Alexandre Lops / Divulgação Inter Olá pessoal, o blog está de volta com suas atividades pós jogos normalmente, após um início de ano com o pé dos guris do sub-23. O colorado jogou ontem contra o Cruzeiro-RS, estreiando em 2014 o time que será provalvelmente o titular.  A primeira alegria é ver Abel Braga de volta à casamata e a segunda alegria é sentir o comando dele se espalhar na mentalidade dos jogadores. Mas, vamos começar a entender a frase dele que foi dita no meio da semana, aquela coisa de sempre que "estadual não é parâmetro para o Brasileirão". Verdades sejam ditas, pelo menos nosso atual treinador não vai se contentar se ganhar apenas o gauchão. O Inter jogou bem e o destaques foram para D'alessandro, Aránguiz e Alex. O meio de campo colorado funcionou em plena sintonia - Alex jogou como esperávamos que jogasse quando foi contratado, mas o que uma pré-temporada com Abel Braga não faz? Aránguiz s...

Nilmar deixa o Al Rayyan, acerta com El Jaish e diz que quer ficar no Catar

Nilmar comemorando gol pelo Al Rayyan Foto: Divulgação Nilmar vai permanecer no Catar. O jogador anunciou na noite de quinta-feira sua transferência para o El Jaish, onde ficará por dois anos e meio. Em comunicado em seu site oficial, o brasileiro afirmou que está feliz no país asiático e que prefere permanecer lá do que ir para a Europa ou voltar para a América do Sul. - No momento, estou pensando em começar a treinar com meu novo clube e ajudar o El Jaish dentro das competições locais e estrangeiras. Eu e minha família estamos muito felizes por viver no Catar, e preferimos ficar aqui do que ir para a Europa ou mesmo para a América do Sul – escreveu Nilmar. Nilmar estava no Al Rayyan, também do Catar, com quem tinha contrato até junho de 2016. Entretanto, ele não vivia um bom momento no clube, o que fez o São Paulo ter esperanças de contratá-lo – o clube cogitou até mesmo envolver o meia Jadson na negociação. Fonte: GE O Inter, clube que revelou o atacante, nã...

Eu lembro da primeira vez que chorei pelo Inter

O importante é não deixar de amar Eu lembro da primeira vez que chorei pelo Inter. Final da Copa do Brasil e o Corinthians levando o título de campeão. Isso em 2009. Acho que nunca tinha tido uma sensação tão estranha na vida – uma mescla de tristeza com questionamentos. Eu me questionava sobre ficar triste por ver meu time perder um título – me perguntava onde estava o sentido de tudo aquilo que, sinceramente, nunca consegui explicar. Depois daquele jogo, fui me deitar, coloquei a cabeça no travesseiro e fiquei revendo os lances que ficaram gravados na minha memória. Ali estava eu remoendo as situações, buscando o motivo de não estar feliz. Lágrimas caíam, coração apertava, doía, tudo era cinza. Eu tinha perdido uma alegria e por meio disso, comecei a entender o que era realmente amar um time de futebol. Quando se trata de futebol, nada é assim, demais. Choro, sorriso, alegria, tristeza – tudo ultrapassa limites. E você só tem certeza de que ama de verdade e que defenderá...

Irreconhecível

O tipo de foto que não precisa de legenda Este ano confirmou-se uma estranha sensação que pendura desde alguns momentos de meados de 2012. Uma sensação de falta de identidade com aquilo que amo acima de muita coisa. Alteraram o cenário da paixão do torcedor – não me identifico com aquilo que vejo no gramado: os jogadores não parecem me representar, o vermelho da camisa nem está mais tão vibrante, o comodismo que se instalou alterou drasticamente a visão de um colorado – aquilo que vejo não é o que eu realmente amo.  É completamente diferente apoiar o time nos momentos ruins quando eles merecem esse apoio. Isso é ser o real torcedor. No nosso caso, o time, a direção, o clube inteiro não merece nossa atenção. Luigi e seus comandados tranformaram o Inter em algo que nenhum torcedor consegue admirar. O que restou de tudo isso é a nossa devoção para com este escudo que só não amamos mais que nossa família e amigos. O Inter está irreconhecível.  Há dias atrás, assistind...